Dri Camillo

22/04/2017

Poesias

Filed under: Poesias — by dricamillo @ 10:40
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LIDA CAMPONESA

(Claudia Felix de Lima)

Na lida dura do dia
Não vejo o tempo que passa
Talvez ainda haja graça
No cansaço que vicia
No suor caindo do rosto
Alimento o sabor de viver
Os dissabores, esquecer
No trabalho que dá gosto
Mãos sujas coração limpo
Pele de escura tez
Revela meu tino camponês
Traduzindo o que sinto
Remexendo a terra amiga
Abrigando tantas sementes
O céu abençoado assente
Com o fruto que mina a fadiga
E porventura alcançar
O dia que a lida termina
A terra incessante germina
Meu corpo que nela deitar
Então carrego minha gratidão
Pela terra que alimenta
Tantos famintos sustenta
Sem cobrar pela missão
Que esteja ao meu alcance
Na lavoura trabalhar
Meus dias eu possa terminar
E nela meu corpo descanse.

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