Dri Camillo

20/05/2017

Crônicas

Filed under: Crônicas — by dricamillo @ 10:45
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MOMENTOS EM FAMÍLIA

(dricamillo)

Acordo com dois bichanos gemendo na janela. Tudo escuro! Reflito como os gatos apaixonados foram parar no vigésimo andar de onde moro.

Fixo o olhar na janela e lembro da noite passada, quando chegamos ao interior para o aniversário da minha sogra.

Olho no celular 4:30h, insônia…Penso, penso e sonho, sonho que penso, acordo de manhã.

Café e pão de sabor diferente, conversas e um :- Vamos visitar a Tia que quebrou o fêmur e fez cirurgia? Fomos.

Meu sogro, meu bem e eu, caminhando a pé até a casa da prima. No caminho as histórias que me encantam.

Passamos pela igrejinha azul e branca em festa com bandeirinhas azuis e brancas também, comemorando as missões. Cada casa recebia em seu portão um papel colado. As católicas somente.

O bairro se divide entre a igrejinha católica, a evangélica e no final da rua o centro espírita. Tem fé para todos os gostos.

Meu sogro começa o relatório que parece não ter fim:

-Essa é a casa do Diego, coronel reformado, viúvo, a mulher morreu de câncer.

-Aqui é a casa do Shimidt, lembra? Não conseguiu ser militar…no último ano de Escola foi pego roubando whisky do coronel…

-Essa casa botaram abaixo para construir quitinete para alugar para aluno. (muitos vem de fora e alugam pequenas moradias enquanto estudam por aqui)

O assunto sempre envolvido com militarismo já que o bairro é ao lado da vila militar.

-Essa mercearia é do Fernando, coitado, perdeu o filho com 13 anos…só desgraça.

E assim fomos caminhando até avistar o sobrado da prima.

-Chegamos!

Com a promessa de continuar o assunto no caminho de volta, entramos, atrapalhamos o almoço da prima, beijamos a tia operada e deixamos palavras de conforto, amor e oração.

Tomamos o caminho de volta com o tio acenando da varanda.

Ao passar pela igrejinha, vovô (nome que dei ao meu sogro para meus filhos aprenderem e ficou) disse que quem havia construído foi seu tio.

-O que eu não gostava, era que eles guardavam as três primeiras filas dos bancos e punham o nome da nossa família, Aí a igreja lotava, as pessoas ficavam em pé e os bancos da frente vazios.

Depois meu pai (biso) se converteu, ai construiu a igreja evangélica e todo mundo virou crente.

Mais um pouquinho e chegamos em casa novamente. Vambora fazer o almoço com a vovó(sogra). Hummmm… Berinjela à parmegiana. Delícia! Os cunhados chegaram.

Os sobrinhos vieram mais tarde e batemos longo papo trocando dicas de bem estar e falando um pouco de política, claro.

Mais tarde, vai rolar festinha da vovó. Ela não abre mão do “Parabéns”! O bolo e salgadinhos chegaram e veio nos mostrar alegremente, Família em volta da mesa da sala, fotos, risadas, comes e bebes. Alegria em família.

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